Saiba tudo sobre Jejum Intermitente com Dr. Flávio Madruga, médico pós-graduado em Nutrologia

Posted May 12, 2017 by Rejane Medeiros in Beleza & Saúde

Se você é um aficionado por assuntos ligados à nutrição saudável, já deve ter ouvido falar do Jejum Intermitente. Consiste em cortar algumas refeições para ajudar no aceleramento do metabolismo, queima de gordura e desintoxicação do organismo. Apesar de não ser um tema novo – entrou em evidência há uns 20 anos– o método tem sido um dos mais comentados dos últimos tempos.

Na realidade, a prática vem bem antes, desde a era paleolítica, no tempo do homem das cavernas. Nessa época era muito comum o ser humano, que vivia de caçadas, não o fizesse à noite, devido aos predadores. E por não haver a tecnologia de hoje, como geladeira para conservar a caça, eles não tinham o costume de jantar, pulando essa refeição, o que faziam entrar em jejum até o dia seguinte. A religião também contribuiu para a perpetuação da prática. Em várias crenças, como o catolicismo e protestantismo, o jejum faz parte dos hábitos de seus fiéis.

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Foto: Reprodução

E por que o jejum intermitente virou o assunto da vez quando se fala de emagrecimento saudável? Recomendamos a prática como rotina de tratamento como um importante passo para o corpo entrar em um novo ritmo para alcançar qualidade de vida. Como supracitado, com o metabolismo acelerado, há uma queima maior de gordura, além da desintoxicação do organismo. Indicamos que a refeição a ser cortada seja, justamente, a janta. Isso porque durante a noite há uma liberação maior de GH (hormônio do crescimento), o que aumenta o gasto calórico do corpo. Ao pular o jantar, a pessoa só voltará a se alimentar após às 8 horas da manhã, configurando o jejum de 16 horas. Ou seja: você se alimenta em uma janela de 8 horas e fica 16 horas sem comer (incluindo as horas de sono). O indicado é realizar o café da manhã, almoço e, depois das 14h, apenas café, chá e mate, sem açúcar (adoçante é bem-vindo). Existem outros tipos de jejum com janelas de alimentação diferentes que serão recomendados pelo médico. Consulte sempre.

A prática é contraindicada para crianças, gestantes, diabéticos e pessoas com alguma doença diagnosticada.

Boa notícia!

Recentemente, o Jejum intermitente ganhou um novo aliado. Em 2016, o professor e cientista Yoshinori Ohsumi foi laureado com o Nobel de Medicina e Fisiologia por suas descobertas sobre os mecanismos de autofagia, processo pelo qual as células “digerem” partes de si mesmas. A teoria explica que, com isso, o corpo promove uma renovação celular ao cumprir um papel importante ao destruir organelas doentes, desgastadas e envelhecidas. No caso, em jejum, o corpo é ajudado pela autofagia ao renovar as células, promovendo saúde.

Recomendação

Quem quiser saber mais sobre o assunto, recomendo a leitura do livro “Jejum – Uma nova terapia?”, de Thierry de Lestrade, da editora L&PM.

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Por Dr. Flávio Madruga (CRMSP 103.841): Médico pós-graduado em Nutrologia e Medicina do Esporte.

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